terça-feira, 16 de março de 2010

absurdo!!!!


Hoje em dia está ocorrendo muitos problemas com o meio ambiente, o próprio homem está sofrendo com as alterações do clima, fauna e flora, o ser humano com suas atitudes ignorantes estão destruindo a própria casa.

No dia 5 de março de 2010 foi flagrado um inicio de um lixão no distrito de São Carlos/Ro, a cidade sendo localizada nas margens esquerda do Rio Jamari, onde hoje é uma área de preservação ambiental sendo duas Estações Ecológicas a 1 e 2 e uma Reserva Extrativista a do lago Cuniã.

O lixão está sendo feito em um lugar impróprio e sem nenhuma infra-estrutura muito menos sem autorização dos órgãos ambientais.

Segundo um morador do distrito o lixo tem sido coletado com um trator e levado a está propriedade de terceiros, invadindo e destruindo cercas, conforme a imagem acima, para jogar os resíduos sólidos dentro da floresta, o lixo tem sido acumulado e acarretando danos ao meio ambiente, principalmente com as toxinas que o lixo doméstico elimina e que o solo absorve assim como chuvas que levarão estas toxinas ao rio mais próximo e poluindo o lençol freático.

O fato foi levado ao órgão ambiental da região, SEDAM, para devidas providências e assim espera que seja resolvido.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

EDUCAÇAO AMBIENTAL - ALTERNATIVA PARA UM FUTURO ECOLOGICAMENTE CORRETO


A questão ambiental ainda é pouco conhecida pela população no Brasil e atinge basicamente as classes mais privilegiadas da sociedade. Poucos sabem, mas a Educação Ambiental já é lei no país. A Lei 9.795 de 27/04/1999 institui a Política Nacional de Educação Ambiental a qual reza que todos os níveis de ensino e da comunidade em geral têm direito à educação ambiental e que os meios de comunicação devem colaborar para a disseminação dessas informações. Até o momento pouco foi implantado nessa área.

Embora ainda não muito familiarizados com a consciência ecológica, os brasileiros se mostram dispostos a colaborar. CRESPO (1998) comprovou esse fato quando realizou uma pesquisa sobre meio ambiente, na qual entrevistou 2.000 pessoas e 90 líderes de vários setores, em 1992 e 1997. A população citou como principais problemas ambientais, o desmatamento e as queimadas (45%) e a contaminação dos rios, mares e oceanos (26%). Já os líderes em questões ambientais no país apontaram o saneamento e o lixo, seguidos de contaminação dos recursos hídricos. Eles também se mostraram dispostos a ajudar em campanhas de separação e reciclagem de lixo (72%), contra o desperdício de água (52%) e energia (41%) e no reflorestamento (27%). Mais da metade (59%) consideram a natureza sagrada e têm noção de que os danos ambientais causados pelo homem são irreversíveis e concordaram que o controle da natalidade é indispensável para o meio ambiente.

A preservação do meio ambiente depende de todos: governo, educadores, empresas, Organizações Não-Governamentais (ONGs), meios de comunicação e de cada cidadão. A educação ambiental é fundamental na resolução desses problemas, pois vai incentivar os cidadãos a conhecerem e fazerem sua parte, entre elas: evitar desperdício de água, luz e consumos desnecessários (REDUZIR, REUSAR e RECICLAR), fazer coleta seletiva, adquirir produtos de empresas preocupadas com o meio ambiente, cobrar as autoridades competentes para que apliquem a lei, tratem o lixo e o esgoto de forma correta, protejam áreas naturais, façam um planejamento da utilização do solo, incentivem a reciclagem entre outros

No ambiente urbano das médias e grandes cidades, a escola, além de outros meios de comunicação é responsável pela educação do indivíduo e conseqüentemente da sociedade, uma vez que há o repasse de informações, isso gera um sistema dinâmico e abrangente a todos.

A população está cada vez mais envolvida com as novas tecnologias e com cenários urbanos perdendo desta maneira, a relação natural que tinham com a terra e suas culturas. Os cenários, tipo shopping center, passam a ser normais na vida dos jovens e os valores relacionados com a natureza não tem mais pontos de referência na atual sociedade moderna.

A educação ambiental se constitui numa forma abrangente de educação, que se propõe atingir todos os cidadãos, através de um processo pedagógico participativo permanente que procura incutir no educando uma consciência crítica sobre a problemática ambiental, compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução de problemas ambientais.

O relacionamento da humanidade com a natureza, que teve início com um mínimo de interferência nos ecossistemas, tem hoje culminado numa forte pressão exercida sobre os recursos naturais.
Atualmente, são comuns a contaminação dos cursos de água, a poluição atmosférica, a devastação das florestas, a caça indiscriminada e a redução ou mesmo destruição dos habitats faunísticos, além de muitas outras formas de agressão ao meio ambiente.

Dentro deste contexto, é clara a necessidade de mudar o comportamento do homem em relação à natureza, no sentido de promover sob um modelo de desenvolvimento sustentável (processo que assegura uma gestão responsável dos recursos do planeta de forma a preservar os interesses das gerações futuras e, ao mesmo tempo atender as necessidades das gerações atuais), a compatibilização de práticas econômicas e conservacionistas, com reflexos positivos evidentes junto à qualidade de vida de todos.

É subdividida em formal e informal:

Formal é um processo institucionalizado que ocorre nas unidades de ensino;

Informal se caracteriza por sua realização fora da escola, envolvendo flexibilidade de métodos e de conteúdos e um público alvo muito variável em suas características (faixa etária, nível de escolaridade, nível de conhecimento da problemática ambiental, etc.)

Noções Básicas em Educação Ambiental

Sistemas de vida

A educação ambiental enfatiza as regularidades, e busca manter o respeito pelos diferentes ecossistemas e culturas humanas da Terra. O dever de reconhecer as similaridades globais, enquanto se interagem efetivamente com as especificidades locais, é resumido no seguinte lema: Pensar globalmente, agir localmente.

Há três níveis ou sistemas distintos de existência:

Físico: planeta físico, atmosfera, hidrosfera (águas) e litosfera (rochas e solos), que seguem as leis da física e da química;

Biológico: a biosfera com todas as espécies da vida, que obedecem as leis da física, química, biologia e ecologia;

Social: o mundo das máquinas e construções criadas pelo homem, governos e economias, artes, religiões e culturas, que seguem leis da física, da química, da biologia, da ecologia e também leis criadas pelo homem.

Ciclos

O material necessário para a vida (água, oxigênio, carbono, nitrogênio, etc.) passa através de ciclos biogeoquímicos que mantêm a sua pureza e a sua disponibilidade para os seres vivos. O ser humano está apenasn começando a planejar uma economia industrial complexa, moderna e de alta produtividade que assegura a necessidade de reciclagem no planeta. Nos ecossistemas, os organismos e o ambiente interagem promovendo trocas de materiais e energia através das cadeias alimentares e ciclos biogeoquímicos.

Crescimento Populacional e Capacidade de Suporte

A capacidade de suporte para a vida humana e para a sociedade é complexa, dinâmica e variada de acordo com a forma segundo a qual o homem maneja os seus recursos ambientais. Ela é definida pelo seu fator mais limitante e pode ser melhorada ou degradada pelas atividades humanas.

Desenvolvimento Socialmente Sustentável

A chave para o desenvolvimento é a participação, a organização, a educação e o fortalecimento das pessoas. O desenvolvimento sustentado não é centrado na produção, e sim nas pessoas. Deve ser apropriado não só aos recursos e ao meio ambiente, mas também à cultura, história e sistemas sociais do local onde ele ocorre.

Impactos Ambientais

Por cerca de 4 bilhões de anos o balanço ecológico do planeta esteve protegido. Com o surgimento do homem, meros 100 mil anos, o processo degradativo do meio ambiente tem sido proporcional à sua evolução. No Brasil, o início da influência do homem sobre o meio ambiente pode ser notada a partir da chegada dos portugueses. Antes da ocupação do território brasileiro, os indígenas que aqui habitavam (estimados em 8 milhões) sobreviviam basicamente da exploração de recursos naturais, por isso, utilizavam-nos de forma sustentável (WALLAVER, 2000).
Após a exterminação de grande parte dos índios pelos portugueses, o número de habitantes do Brasil se reduziu a três milhões no início do século XIX. Foi nesse período que começaram as intensas devastações do nosso território. À época, o homem se baseava em crenças religiosas que pregavam que os recursos naturais eram infindáveis, então, o término de uma exploração se dava com a extenuação dos recursos do local. Infelizmente, essa cultura tem passado de geração em geração e até os dias de hoje ainda predomina (WALLAVER, 2000).
Com a descoberta do petróleo em 1857 nos EUA, o homem saltou para uma nova era: o mundo industrializado, que trouxe como uma das principais conseqüências a poluição. Ou seja, além de destruirmos as reservas naturais sobrecarregamos o meio ambiente com poluentes. Os acontecimentos decorrentes da industrialização dividiram o povo em duas classes econômicas: os que espoliavam e os que eram espoliados. A primeira classe acumulava economias e conhecimento, enquanto a segunda vivia no estado mais precário possível. A segunda classe pela falta de recursos, utilizava desordenadamente as reservas naturais, causando a degradação de áreas agricultáveis e de recursos hídricos e, com isso, aumentando a pobreza (PORTUGAL, 2002). O modelo econômico atual está baseado na concentração–exclusão de renda. Ambos os modelos econômicos afetam o meio ambiente. A pobreza pelo fato de só sobreviver pelo uso predatório dos recursos naturais e os ricos pelos padrões de consumo insustentáveis (NEIVA, 2001).
As causas das agressões ao meio ambiente são de ordem política, econômica e cultural. A sociedade ainda não absorveu a importância do meio ambiente para sua sobrevivência. O homem branco sempre considerou os índios como povos “não civilizados”, porém esses “povos não civilizados” sabiam muito bem a importância da natureza para sua vida. O homem “civilizado” tem usado os recursos naturais inescrupulosamente priorizando o lucro em detrimento das questões ambientais. Todavia, essa ganância tem um custo alto, já visível nos problemas causados pela poluição do ar e da água e no número de doenças derivadas desses fatores.
A preocupação com o meio ambiente caminha a passos lentos no Brasil, ao contrário dos países desenvolvidos, principalmente em função de prioridades ainda maiores como, p. ex., a pobreza. As carências em tantas áreas impedem que sejam empregadas tecnologias/investimentos na área ambiental. Dessa forma, estamos sempre atrasados com relação aos países desenvolvidos e, com isso, continuamos poluindo.
A única forma para evitar problemas futuros, de ainda maiores degradações do meio ambiente, é através de legislações rígidas e da consciência ecológica

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

] Sedam realiza oficina de reciclagem na Vila Princesa


Ensinar que o lixo pode ser reaproveitado. Essa é a proposta da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental – SEDAM. O projeto denominado, 1ª Oficina de Educação Ambiental: Meio Ambiente na arte e na cultura, foi idealizado pela Coordenadoria de Educação Ambiental do órgão, com o objetivo de reduzir a quantidade de lixos no ambiente, minimizando impactos negativos causados aos ecossistemas e contribuir com a vida humana e a melhoria na renda das famílias que estão ligadas ao lixão.
A oficina será realizada na quarta-feira (17) no Centro Comunitário, localizado na Vila Princesa (lixão municipal de Porto Velho), das 9 ás 17 horas. O projeto, que inicialmente será efetivado para um público de 20 mulheres, ensinando a produzir enfeites natalinos para as integrantes da Associação das Mulheres da Vila Princesa, deverá ser gradativamente ampliado, a partir do próximo ano, diz a coordenadora de educação ambiental, Iracy Wanderley Filha. Segunda ela, o grande foco desse projeto é utilizar a ferramenta de educação ambiental como política pública com vista à preservação e conservação ambiental e melhoria da qualidade de vida da população. “A reutilização desses materiais, através da capacitação, promoverá a inclusão social, gerando emprego e renda para as pessoas carentes”.De acordo com o secretário da Sedam, Cletho Muniz de Brito, a prática da educação ambiental empreendedora é um reflexo da nova Sedam, que busca a interação com todos os segmentos da sociedade para que se atinja o desenvolvimento ambiental, além de sensibilizar a comunidade sobre a importância da reciclagem para o meio ambiente.Material recolhido A capacitação é desenvolvida pela assessora de projetos sócio-ambientais da sedam Izabel Cristina da Silva, que durante o curso irá mostrar o valor da coletiva de lixo, em virtude do trabalho ser artesanal tendo como matéria-prima os resíduos sólidos. “Com o uso artesanal do pneu, estamos contribuindo para a redução dos índices de dengue e promovendo a melhoria da saúde ambiental e humana, sem falar que o pneu é altamente poluente”, diz.Segundo Iracy Wanderley, o material recolhido do ambiente pela equipe de educação ambiental que inclui garrafas plásticas, pneus, cipós, tampas de garrafas, folhas secas, sementes de tucumã e babaçu, vai ser utilizado para a confecção de guirlandas, aproveitando o período das festas natalinas. A Sedam conta com a parceria do O Boticário (Tenreiro Aranha), da Aliança Global de Proteção Ambiental, Associação dos Jovens Empresários e Folha Jovem.

Rios de Rondonia terão mata ciliar recuperadas!!!!!

Um novo instrumento para mobilizar e conscientizar a população do Estado da necessidade de manutenção das áreas de preservação permanentes existentes e recuperar as áreas alteradas, será lançado pela Sedam no início de 2009. Trata-se do Programa de Recuperação da Mata Ciliar de Rondônia.
O Programa terá abrangência em todo o Estado, com o objetivo de conscientizar a sociedade da importância da vegetação no entorno dos rios, lagos e nascentes. Kátia Regina Casula, coordenadora do Programa, disse que não se trata de um projeto piloto, mas sim de um programa de governo voltado para recuperar as matas ciliares dos rios do Estado.
Neste primeiro momento, mesmo antes do programa ser lançado oficialmente, a equipe já está em campo trabalhando na recuperação do igarapé 1º de Junho, em Ji-Paraná; Rio Hermes em Colorado do Oeste e no Rio Jaru no município de Jaru. De acordo com Kátia Casula, a participação das prefeituras é importante para a instalação dos viveiros, pois além de trabalhar com áreas prioritárias- que estão mais degradadas- vamos trabalhar com áreas de abastecimento público.
O programa, conta com a parceria da Emater, Embrapa, MP, Sipam e outros órgãos ligados a área ambiental.O Secretário da Sedam Cletho Muniz de Brito disse que recuperar as matas ciliares do Estado é prioridade do governo estadual.
“Através do programa, a Sedam terá ações efetivas no fornecimento de mudas, formando frentes de trabalhos que irão permitir aos agricultores a recomposição das matas ciliares”. Brito ressalta que será um trabalho intensivo também dos técnicos da Sedam que estão nos escritórios regionais localizados no interior do Estado. Banco de SementesPara dar suporte ao Programa de Recuperação de Mata Ciliar, o banco de sementes do Estado está passando por reestruturação. Novos equipamentos estão sendo adquiridos. A Sedam está promovendo a construção de barracão para beneficiamento das sementes e vai capacitar os coletores pertencentes às associações de produtores rurais. Kátia Casula diz que o banco de sementes de Ariquemes está aberto para receber doações de sementes.

domingo, 21 de dezembro de 2008

MUDANÇAS ACELERADAS


Impactos promovidos pelas mudanças climáticas estão ocorrendo mais rapidamente do que se esperava, de acordo com um relatório apresentado nesta terça-feira (16/12) na reunião anual da União Geofísica Norte-Americana, em San Francisco.
Entre os efeitos acelerados estão a perda de gelo marinho, a elevação no nível do mar e um possível estado de seca permanente no oeste da América do Norte.
O relatório é parte de uma série de 21, que estão sendo produzidos por cientistas de instituições acadêmicas e de agências do governo a pedido do Programa Científico de Mudanças Climáticas do governo norte-americano. As análises incluem dados de diversos estudos e levantamentos, como os feitos pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).
Ao mesmo tempo em que aponta que algumas projeções têm sido demasiadamente conservadoras, como no caso do derretimento da calota polar, o relatório agora divulgado destaca que em outros pontos o cenário não implica a ameaça imediata estimada, como no caso das alterações nos padrões de correntes oceânicas que influem no clima na Europa e no aumento nas emissões de metano.
Entre as alterações que têm ocorrido com velocidade superior à estimada anteriormente estão mudanças nas geleiras nas extremidades da Groenlândia e do oeste antártico. Outro destaque são mudanças hidroclimáticas sobre a América do Norte e sobre as regiões subtropicais do planeta, que, segundo o relatório, poderão se intensificar devido ao aquecimento global.
“O relatório também identificou que a seca poderá se estender no sentido do pólo Norte no oeste da América do Norte, aumentando a probabilidade de secas severas e persistentes no futuro. Se os modelos que utilizamos estão acurados, trata-se de um processo que já começou. A possibilidade de o oeste [do continente] entrar em um estado de seca permanente não tem sido abordada como deveria”, destacou o principal autor do estudo, Peter Clark, professor de geociências na Universidade do Estado de Oregon.
Especialistas apontam que mudanças climáticas têm se sucedido na história da Terra e geralmente são muito lentas, ocorrendo em centenas ou milhares de anos. Entretanto, em alguns casos as mudanças foram muito mais rápidas, na ordem de décadas.
“Mudanças climáticas abruptas apresentam riscos potenciais para a sociedade que ainda são muito pouco compreendidos”, destacaram os autores no relatório.
Entre as necessidades mais imediatas, apontam os pesquisadores, estão o desenvolvimento de melhores sistemas de observação climática e de previsão de secas e a continuidade do monitoramento nos níveis de metano na atmosfera.
Relatório divulgado na reunião anual da União Geofísica Norte-Americana destaca que efeitos das alterações no clima estão ocorrendo mais rapidamente do que se esperava.
TEXTO TIRADO DA PÁGINA:

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

UM OCEANO DE PLÁSTICO


Um Oceano de plástico

Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.




Foto do vórtex

No oceano pací­fico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí­ e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos. Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possí­vel de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.

Ocean Plastic

O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.




Tartaruga deformada por aro plástico

A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. 'Como foi possí­vel fazermos isso?' - 'Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo'. Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estÃão em algum lugar. E ainda há o problema das partí­culas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polí­meros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.




Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave

Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.



Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico

E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos í­ndices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna a nós, seres humanos.


Ver essas coisas sempre servem para que nós repensemos nossos valores e principalmente nosso papel frente ao ambiente em que vivemos.


Antes de Reciclar, reduza!

O FUTURO DO PANETA ESTÁ EM NOSSAS MÃOS!!!!!